segunda-feira, 1 de julho de 2013

EGITO. "As FORÇAS ARMADAS têm que manifestar uma POSIÇÃO CLARA", dizem representantes do povo egípcio.

O movimento que lidera as gigantescas manifestações contra o atual presidente do Egito, Mohamed Morsi, cobra uma posição clara da polícia, forças armadas e poder judiciário. Os manifestantes exigem a renúncia imediata do presidente, e posterior convocação de novas eleições.
O grupo opositor Tamarod, apoiado por entidades que defendem a desvinculação do governo de qualquer sistema religioso, diz que já recolheu mais de 22 milhões de assinaturas pedindo a realização de novas eleições, uma quantidade que representa quase o dobro dos 13 milhões de votos recebidos por Mursi nas eleições do ano passado.
Mohamed Mursi foi amplamente apoiado pela Irmandade Muçulmana e entidades que advogam a radicalização do governo, tornando-o cada vez mais fundamentado no alcorão. No mundo inteiro há questionamentos sobre os motivos do apoio norte americano à chamada “primavera árabe”, já que é um movimento radical muçulmano, claramente fomentado pela irmandade muçulmana, que propaga o ódio aos judeus e a guerra religiosa contra todos os sistemas e filosofias diferentes do islamismo. No Egito o Partido da Liberdade e Justiça é o braço político da Irmandade Muçulmana, e seus partidários têm participado de violentas manifestações a favor de Mursi. Na semana passada uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas nos embates.
O presidente Morsi, contrariando a opinião de entusiastas pró “primavera” árabe, logo que assumiu o poder seguiu o script de um muçulmano radical, primeiro colocou de lado as forças armadas do país, em segundo lugar procurou, por meio de decretos, aumentar seus poderes, até chegar ao extremo de impor ao país uma constituição fundamentada no alcorão, convocando um referendo de última hora sobre essa questão. Morsi se mostrou, com certeza, muito mais nocivo e perigoso do que seu antecessor, Osni Mubarack.
A imprensa ocidental, incluindo a brasileira, parece entusiasmada com qualquer movimento que use palavras como Liberdade, justiça e democracia, mesmo que por traz disso as intenções sejam justamente o contrário. Um grande exemplo é a Síria, os relatos de assassinatos, estupros e outras atrocidades cometidas contra os cristãos do país são omitidos dos noticiários televisivos do ocidente. Ali a Al Qaeda, grupo radical terrorista que empreendeu o ataque ao World Trade Center, tem cada vez mais se mostrado presente, indicando que, se o atual presidente for deposto, em seu lugar será colocado alguém que atue de forma consoante com os radicais islâmicos.
Ou a imprensa ocidental é muito inocente, não investiga minuciosamente antes de publicar noticias tendenciosas, que tem levado milhares de ocidentais a apoiar algo que na realidade é bem diferente do que é apresentado pelas redes de TV, ou há algo acontecendo “por baixo do pano”.
Robson A.S.



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