segunda-feira, 23 de setembro de 2013

BRASIL PODE SER VÍTIMA DE ATAQUES TERRORISTAS – Diz especialista.

“Agentes de inteligência das forças armadas são competentes, mas ...”

    Alguns especialistas que debateram no Congresso no seminário "Terrorismo e Grandes Eventos", promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e pela Comissão Mista de Controle de Inteligência do Congresso Nacional acreditam que o Brasil deve se preparar para o “ terror”.  Segundo eles, o terrorismo constitui uma ameaça difusa que exige ação coordenada de vários órgãos de segurança, além de intercâmbio permanente de dados internacionais.
Especializado em contraterrorismo, o policial legislativo federal Marcus Reis sintetizou essa preocupação. "O terror atua de forma descentralizada, até por causa da globalização. Essas organizações estão buscando o que a gente chama de invisibilidade diante das políticas, já estão em redes e são totalmente descentralizadas. O Estado tem que aprender a combatê-las assim. Depois de Munique, o Brasil não pode alegar inocência e dizer que não sabia.
A gente sabe e conhece: são ameaças.
Uma preocupação importante é o fato do Brasil não fazer parte de um sistema sério de compartilhamento de informações internacional, como o "five eyes", gerenciado pelos EUA, Canadá, Australia, Inglaterra e Nova Zelândia. Esses países tem um sistema de informações bastante conplexo sobre o que ocorre em todo o planeta, dividindo informações e se aito-ajudando no que diz respeito ao assunto. O sistema "five eyes" foi iniciado na segunda grande guerra, com a cooperação entre EUA e Inglaterra, o sistema amadureceu bastante durante a guerra fria. Porém, mais do que regido por alguma espécie de tratado internacional, o sistema de baseia na confiança mútua, reforçada pela cultura anglo-saxônica.
Recentemente, após as polêmicas revelações de Edward Snowden, serviços de informação da Australia e Nova Zelândia deixaram bem claro que - independente do incômodo que possam causar - as informações geradas pela NSA e outras agências americanas, são imprescindíveis para a manitenção da segurança global.
Necessidade de investimento
Representante de um centro norte-americano de assuntos internacionais, o brasileiro Hussein Ali Kalout, reconheceu que os agentes da inteligência e das Forças Armadas brasileiras são competentes, mas o baixo investimento é preocupante. "O material humano é do mais alto calibre. O problema é que para se ter uma política de contraterrorismo é preciso de investimento, treinamentos e equipamentos modernos. Será que vamos ter capacidade de investir pesadamente nisso? Os Estados Unidos partiram para um orçamento megabilionário e, com isso, consegue-se fazer trabalho em campo, infiltrar pessoas, mandar pessoas para o exterior para mapear os grupos e saber por que e como agem".
Preparo do Exército
O Exército já dispõe de um Centro de Coordenação de Prevenção e Combate ao Terrorismo, com sede em Brasília, e 12 Centros de Coordenação Tático Integrado, nas cidades-sede da Copa de 2014.
Segundo o general de brigada Júlio Arruda, que comanda as atividades preventivas, os exercícios de simulação acontecem com frequência e testes efetivos foram realizados na JMJ, com a instalação de postos de descontaminação (para os casos de ataques com armas químicas e biológicas), varreduras contra explosivos (com detectores modernos e cães farejadores) e atiradores de elite.
As ações envolvem vários outros órgãos públicos, como a Receita Federal (e seus scanners de bagagem), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), as Forças Armadas e as polícias federal, civil e militar.

Fonte: http://sociedademilitar.com.br  - Com informações de Câmara federal.

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