sábado, 11 de janeiro de 2014

Janeiro mal começou e as contas batem à porta dos brasilienses


Brasilienses devem ficar atentos ao IPVA e ao IPTU na hora de calcular os gastos deste início de ano

Carla Rodrigues
carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

Depois das viagens e do período de festas, é hora de reorganizar a agenda financeira. Janeiro mal começou e as contas já batem à porta dos brasilienses. Contudo, os mais distraídos nem sempre se lembram dos tributos quando fazem os cálculos, o que pode apertar a renda de muitas famílias. Muitos contribuintes ainda não se prepararam para a atualização do Índice  Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que deve acrescer 5,69% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Porém, há outra novidade que deve ir para a ponta do lápis: a redução de 4,5% no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Segundo a Secretaria de Fazenda (SEF-DF), aproximadamente 95% da frota regional pagará IPVA menor neste ano. “As alíquotas não sofreram mudanças, sendo mantidos os índices de 1% para veículos de carga com lotação acima de 2.000kg; 2% para os ciclomotores, motocicletas, motonetas, quadriciclos e triciclos; e de 3% para automóveis, caminhonetes, dentre outros”, informou o órgão. 

Mas, quando o assunto é IPTU, é bom se preparar. Apesar de não chamar de aumento e, sim, atualização, fato é que o valor vai subir, a partir de maio. “As alíquotas no DF são de 3% para terrenos desocupados; de 1% para imóveis não construídos, portadores de alvará de construção por até 36 meses, áreas comerciais, parte de moradias utilizadas como comércio; e 0,3% para salas, quitinetes e outros imóveis residenciais edificados”, ressaltou a pasta. 

E é bom lembrar que quem não paga o IPTU tem o nome incluído na Dívida Ativa e fica com várias restrições. Entre elas, não poder assumir cargo público e nem usar os créditos do Programa Nota Legal. Em 2013, 234 mil imóveis (30% dos tributáveis) deixaram o imposto pendente, equivalente a R$ 146 milhões em arrecadação.

À vista é melhor

Quem optar pela cota única terá 5% de desconto. Para especialistas, se isso não for possível, o melhor é quitar um dos impostos à vista e o outro, parcelado. “Não se esqueça de rever as dívidas remanescentes, para ter noção do total das despesas mensais. Caso não tenha reserva financeira, recomendo fazer um diagnóstico, para saber quais são os gastos e qual pode ser reduzido, ou até cortado”, diz Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro. 

Cortar gastos nem sempre é prioridade

Alguns brasilienses não parecem  dispostos a cortar gastos para garantir o pagamento dos impostos. É o caso da gerente de livraria Ana Paula Batista, 30 anos, que fazia compras no shopping sem pensar muito no futuro. “Nem sei quanto pago nesses impostos. Eu repasso o dinheiro para minha mãe e ela paga. Nunca me preocupei em economizar para isso, mas sei que pagamos”, confessa. 

Mas, se você não é como a gerente, a dica do especialista Reinaldo Domingos, “é redirecionar o valor economizado no IPVA para pagar o IPTU; assim, a diferença não pesará tanto no orçamento”. A opinião é contestada por Wesley Fernandes, 34 anos. Para o professor, o ideal seria “não aumentar nada”. Ele deverá pagar em média R$ 2 mil em impostos. “Um absurdo”, diz.

Como não há como fugir da responsabilidade, o especialista em finanças dá mais uma dica, em relação ao 13º. “O salário extra tem o objetivo de facilitar a realização dos desejos e sonhos e não de pagar dívidas, entrando em um círculo vicioso”, destaca. Mas há quem discorde. “Eu me certifico de que vou dar conta das contas”, brinca o servidor público Carlos Alexandre Cunha. Para tanto, “me organizo e guardo parte do meu 13º. Assim, pago tudo de uma só vez e não tenho problemas depois”, orienta.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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