segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Crise entre delegados e agentes afeta trabalho da PF

Embate já prejudica a qualidade das operações de combate à corrupção e pode complicar segurança na Copa JAILTON DE CARVALHO
BRASÍLIA

Num movimento sem precedente na história da Polícia Federal, agentes, escrivães e papiloscopistas estão se rebelando contra o suposto domínio dos delegados sobre a estrutura da instituição. Na guerra por cargos, salários e reforma da polícia, agentes estão se recusando abertamente a cumprir ordens de delegados para situações que vão do simples ato de dirigir um carro numa operação a produzir relatórios de inteligência de grandes investigações criminais.

Os atos de resistência contra o que chamam de feudo dos bacharéis vão além dos limites de uma simples rixa de corporações. Os embates entre os grupos, quase sempre pontuais, mas recorrentes, atingiram a disciplina em alguns setores e já estão afetando o número e a qualidade das operações de combate à corrupção. O clima é tão pesado que em alguns casos, policiais das categorias litigantes mal trocam cumprimentos.

As pequenas rebeliões, que se multiplicam em várias direções, podem complicar parte do esquema de segurança da Copa e repercutir até mesmo nas eleições presidenciais em outubro deste ano. Com a polícia conflagrada, a presidente Dilma Rousseff teria dificuldade de apresentar a instituição como modelo de luta contra os desvios de verbas da administração pública como aconteceu durante as campanhas de 2006 e 2010.

Numa reação, delegados estão preparando um manual de procedimentos com regras detalhadas sobre obrigações de cada policial em uma investigação. Segundo um dos responsáveis pela organização das normas, agentes, escrivães e papiloscopistas que saírem da linha depois da aprovação destas regras serão levados à Corregedoria- Geral, ao Ministério Público e ao Judiciário.

— É uma situação grave e irreversível. Não se trata apenas de questão corporativa. É uma questão de interesse de toda sociedade brasileira, que é a modernização da polícia — afirma o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.

O procurador acompanha de perto os embates entre agentes e delegado. O trabalho da polícia sempre tem reflexo na atividade do Ministério Público. É a partir de indícios e provas obtidos nas investigações, quase sempre conduzidas pela polícia, que procuradores preparam as peças de acusação contra criminosos. A tensão entre delegados e agentes se estende também ao Instituto Nacional de Criminalística (INC). Peritos também reclamam do suposto exclusivismo dos delegados.

— As coisas estão se agravando. Delegados não cedem em ponto nenhum. Não vejo luz no fim do túnel — afirma um experiente perito.
Fonte: O Globo

2 comentários:

  1. Paulo bom dia!
    Referente ao assunto da promoção dos 2º Sgt QE:
    Ta na página do DGP:

    Referente às promoções de 3° Sargento do QE à graduação de 2° Sargento do QE, esta Diretoria esclarece o que se segue:

    1. A documentação atinente à promoção que deu entrada no protocolo desta Diretoria, até 23 de janeiro de 2014, foi processada e os militares que faziam jus foram promovidos em 31 de janeiro de 2014, a contar de 1° de dezembro de 2013, conforme publicado no BEE n° 1 de 31 de janeiro de 2014.

    2. Para a 3ª e última leva de promoção, prevista para ocorrer em 28 Fev 14, também a contar de 1° Dez 13, será processada a documentação que der entrada na DA Prom até 21 de fevereiro de 2014, tudo conforme a Port n° 244-EME, de 13 de dezembro de 2013 (portaria de limites).

    3. Após essa promoção, os militares que atendiam aos requisitos constantes na portaria citada no item 2. e que não integraram os Quadros de Acesso (QA), bem como aqueles que figuraram impedidos nos QA, deverão interpor recurso quanto a promoção em ressarcimento de preterição, conforme a legislação vigente.


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  2. Robinson Sangalli você é 10, valeu pela informação, tiro o chapéu pra vc. Obrigado.
    Att: Paulo Roberto

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