terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Policiais militares e bombeiros recusam proposta de reajuste do GDF

Eles estão reunidos em frente ao Palácio do Buriti desde as 9h


Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF, reunidos desde as 9h desta terça-feira (18/02), em frente ao Palácio do Buriti, para debater as propostas de reajuste do Governo do Distrito Federal, decidiram não aceitar as propostas do último sábado (15/2). Por meio de votação, decidiram que farão contraproposta ao GDF. O Correio entrou em contato com o governo, que ainda não havia respondido ate a publicação deste texto.

Após uma reunião que durou cerca de sete horas, o GDF apresentou duas propostas no fim de semana: corrigir o auxílio alimentação de R$ 650 para R$ 850, a partir de abril deste ano, e reajustar o auxílio moradia, em três parcelas anuais a partir de setembro de 2014, que passaria de R$ 11 para R$ 370 por mês. A proposta de reestruturação de carreira era também uma das principais exigências dos militares, para julho de 2014, também foi rechaçada pelo grupo de militares.

Operação Tartaruga

Sem reajuste salarial, os PMs da capital deflagraram em outubro do ano passado a Operação Tartaruga para cobrar, entre outros pontos, reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios. Os militares garantiram que não iam deixar de atender ocorrências, mas que só iam circular na velocidade da via, mesmo durante perseguições, e disseram que só encerrariam o movimento quando o GDF abrisse negociação.

Enquanto parte da corporação cruzava os braços para pressionar por melhorias salariais e desgastar a imagem do governo, a criminalidade avançou na capital do país no mês de janeiro. Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, apenas nos primeiros 29 dias do ano, houve 63 homicídios, que representou aumento de 28% em relação a janeiro de 2013. Muitos policiais militares evitaram os chamados da população. Como mostrou o Correio em reportagens, alguns PMs trocaram mensagens em que revelavam a omissão no atendimento.

No começo de fevereiro, a desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio acatou parcialmente o pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que declarou a operação tartaruga da Polícia Militar ilegal. Com a decisão, a magistrada determinou o fim do movimento de policiais e bombeiros.

A decisão obrigou os policiais e bombeiros a voltarem imediatamente ao trabalho. Em caso de descumprimento, a multa estipulada era de R$ 100 mil diários que seria dividida pelas associações.


Fonte: Correio Braziliense

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