segunda-feira, 29 de junho de 2015

Daciolo levará MILITARES para a frente do CONGRESSO NACIONAL na próxima terça-feira, 30 de junho as 14 horas.

O deputado Federal Cabo Daciolo ao longo dos últimos dias tem palestrado em várias reuniões com militares das Forças Armadas. Semana passada ele esteve também com ex-soldados especializados da Aeronáutica e com o chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Daciolo deixou claro que uma grande concentração de militares das Forças Armadas servirá para que a categoria ganhe força e poder de negociação. As demandas principais do deputado são em torno de reajuste de salários e estabelecimento de planos de carreira para os militares dos quadros especiais.
O que Daciolo pretende é, para algumas pessoas, inovador. O deputado Bolsonaro exerce mandato ha mais de 10 anos e não há informações de que tenha reunido militares com a intenção de demonstrar a insatisfação e exigir do governo a concessão de reajustes salariais. 
As coisas estão mudando no Brasil. Até ha pouco tempo não era comum que militares se reunissem publicamente, principalmente para tratar de reajustes salariais. Bombeiros e policiais que participaram de manifestações no Rio e em outros estados foram recentemente anistiados pelo Legislativo Federal. O que mostra que a tendencia é que os regulamentos sejam reinterpretados e adaptados ao contexto atual.
Nota-se que é uma tendência irreversível que militares se politizem mais. Recentemente foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara um projeto que dá aos militares estaduais o direito de ser representados por associações. Está mais que obvio que os militares não tem intenção de fazer greves ou movimentações que vão de encontro à disciplina e hierarquia. Contudo, é incontestável que há necessidade da categoria ser representada junto às autoridades da administração pública.
O deputado disse, em reunião fechada com vários militares do exército, da ativa e reserva, coberta pela equipe da Revista Sociedade Militar, que todos podem se reunir no Brasil, independente de serem militares ou civis. Os regulamentos disciplinares vegam a manifestação pública somente em questões relacionadas a política e assuntos de âmbito interno das Forças Armadas.
Fonte: Revista Sociedade Militar.

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