terça-feira, 25 de abril de 2017

O POVO CANSADO DAS MESMAS CARAS E MUITOS ROUBOS, ESPERAM A PARTICIPAÇÃO DE POLÍTICOS MILITARES EM 2018

Perspectiva de aumento na PROCURA por candidatos DE FORA da POLÍTICA incentiva a candidatura de MILITARES DA RESERVA

No Rio de Janeiro e outras cidades com grande concentração de militares já se percebe movimentações no sentido de escolher representantes a ser apresentados para a sociedade como candidatos com potencial de obter êxito no próximo ano. 

Muitos civis acreditam que militares das Forças Armadas deveriam aumentar sua participação no âmbito político.

Estudos realizados em instituições como a Escola Superior de Guerra versam sobre o poder político dos militares, questionando se o aumento seria benéfico não só para as corporações, mas para a nação como um todo.

Em 2015 havia nos Estados Unidos da América cerca de 100 MILITARES da reserva e ex-militares ocupando cadeiras no CONGRESSO, o que corresponde a quase 20% da totalidade. Esses parlamentares contribuem sensivelmente para que a visão difundida no país seja bastante apurada em questões relacionadas à defesa nacional, patriotismo, política externa e segurança pública.

Há alguns anos Atila Rocha, oficial da RESERVA escreveu: “É imperativo estimular a candidatura do pessoal qualificado, egresso de quadros militares, para cargos eletivos nos níveis federal, estadual e municipal, ampliando os jogadores que lutam pelos interesses da Defesa Nacional, visando, portanto, ao fortalecimento da expressão militar do Poder Nacional.’

Átila Rocha foi criticado e sua proposta foi considerada inexequível por alguns que diziam que os militares têm baixa representatividade e, portanto, pouca possibilidade de eleger congressistas.

É possível que os militares até possuam uma representatividade menor do que possuem algumas categorias em nível estadual, onde são escolhidos os congressistas. Contudo, os críticos certamente não levaram em conta a possibilidade de existir, como foi acima mencionado, parcela significativa da sociedade bastante identificada com valores militares, como disciplina, honestidade, valorização da família, meritocracia etc.

Nos últimos anos, em especial depois do início da operação Lava Jato, percebe-se que a sociedade busca novos nomes que de preferência nunca estiveram envolvidos com a política os com partidos tradicionais.

Pesquisas de opinião continuam a apontar as Forças Armadas como as instituições mais amadas pelos brasileiros. Contudo, Bolsonaro tem sido um dos poucos militares a explorar essa condição para galgar cargos políticos.

Em países mais desenvolvidos o fato de ser MILITAR acrescenta status para obtenção de cargo eletivo. Nos ESTADOS UNIDOS vimos recentemente a depreciação do candidato Donald TRUMP pelo fato de não ter servido às Forças Armadas. Outro momento em que isso foi lembrado foi no debate da campanha presidencial de 2004 quando os candidatos George W. Bush e John Kerry se digladiavam pelo mais alto cargo do país. Na época comentava-se que enquanto Kerry se arriscava no Vietnam, Bush estava seguro em solo norte-americano, servindo apenas como integrante da Guarda Nacional do Texas.

Militares Temporários

Exército, Marinha e Aeronáutica atualmente aumentam seus quadros de militares temporários. Cidadãos que concluem cursos superiores e técnicos em instituições extra-militares podem ser incorporados por alguns anos nas Forças Armadas.

Ao contrario do que muitos da sociedade dizem, sem conhecimento da estrutura interna das Forças Armadas brasileiras, o aumento do efetivo de militares temporários não é prejudicial. muito pelo contrário. Além da modernização e flexibilização no relacionamento com a sociedade civil, a médio prazo a medida levará para o ambiente civil milhares de militares da reserva que farão parte dos quadros de elite de diversas atividades por todo o Brasil incluindo aí, inevitavelmente, a atividade política.

Segundo o CMG Sergio Guida: 

“Nos EUA, exemplo tomado como país de democracia consolidada, é esperada a participação do setor militar na formulação de políticas estratégias, envolvendo o emprego das Forças Armadas. Naquele país também é praticada a aproximação entre militares e sociedade civil, com oficiais engajados em áreas onde política e guerra se sobrepõem. 

Há também um fluxo de profissionais que iniciam sua formação no meio civil, passam pela experiência militar e retornam novamente ao meio civil, o que permite a difusão dos valores militares pela sociedade como um todo, e um incentivo à produção acadêmica de assuntos militares nas instituições civis, tendo como fruto a formação de profissionais e estudiosos voltados para a área de defesa, mitigando o distanciamento entre as classes.. 

Uma eleição é, acima de tudo, uma mensuração de empatia com o público e certamente um candidato com maior carisma teria maior possibilidade de sucesso. A composição de uma chapa militar carece de estudo aprofundado quanto à fórmula de sua indicação e composição, mas é provável que esta chapa militar tenha que ser composta por oficiais e praças, inativos, para que lhe seja conferida a representatividade necessária e a política não invada os quartéis… 

A vantagem de aumento da representatividade dos militares no Congresso Nacional reside em povoar o fórum de discussão adequado para formular decisões sobre o pensamento estratégico nacional com parlamentares que possam se tornar formadores de opinião para o assunto defesa.” 

A CURTO Prazo. Fatos, novidades.

Em 2018 esperamos que diversos candidatos MILITARESe membros da família militar se apresentem como candidatos. A eleição de novos nomes com uma vida inteira dedicada a instituições com pilares como verdade, patriotismo, honestidade e disciplina será um grande passo para que o país assuma um rumo promissor. 

Referências: Guida, SERGIO Gago – O FUTURO DAS RELAÇÕES ENTRE CIVIS E MILITARES NO Brasil – Monografia ESG – 2015 / Militares Pela Cidadania – A.SIlva, Robson – Editora Ponto da Cultura – 2010


Fonte: Robson A.DSilva – Revista Sociedade Militar

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